Recomendações para Criação e Uso de Materiais Didático-Pedagógicos
Doze recomendações para criação e uso de materiais educacionais destinados ao acesso, permanência e participação de estudantes com deficiência visual em Instituições de Ensino Superior – IES, bem como seus principais responsáveis e oportunidades de aplicação.
Papel da Instituição de Ensino Superior – IES
É recomendável disponibilizar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, toda informação, treinamento, recurso ou condição que garanta participação em todo espaço e atividade da IES com autonomia.
Programa de Tutoria para Acessibilidade – PTA
É recomendável disponibilizar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, um Programa de Tutoria para Acessibilidade – PTA orientado por especialistas em educação especial, com tutores treinados, e complementado por um sistema de aprendizagem e colaboração entre pares, com orientação e acesso a recursos e documentos de apoio, que favoreça o desenvolvimento acadêmico, social e pessoal com autonomia.
Papel do professor
É recomendável proporcionar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, a minimização de restrições culturais, físicas e burocráticas no ambiente acadêmico, para criação de um ambiente acolhedor e colaborativo, e estímulo à interação social, com empatia.
Protagonismo do(a) estudante
É recomendável envolver todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, em cada etapa do processo educacional, do planejamento à avaliação, para adequação de cada método, recurso, objetivo e expectativa à característica individual, com protagonismo.
Comunicação entre professor(a) e estudante
É recomendável estabelecer com todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, um esforço contínuo e recíproco para entendimento e colaboração, e para reconhecimento e compreensão da característica individual do(a) estudante, por meio da comunicação.
Apresentação da tarefa
É recomendável apresentar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, toda tarefa, atividade ou interação com uso de linguagem descritiva, termos precisos e etapas progressivas, acompanhada de audiodescrição, que garanta participação com autonomia.
Rotina de feedback
É recomendável proporcionar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, uma rotina de retornos ou feedbacks que permita reconhecer avanços, compreender desafios e identificar oportunidades de melhoria para a estratégia e experiência de ensino-aprendizagem com autonomia.
Flexibilidade do recurso
É recomendável disponibilizar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, todo material, sistema ou recurso didático com flexibilidade de escolha e possibilidade de personalização da interação, para garantir acesso à informação com autonomia.
Design do recurso
É recomendável disponibilizar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, todo material, sistema ou recurso didático com atributos de design da informação como nitidez, contraste, tamanho, hierarquia etc., para garantir qualidade de uso e experiência com autonomia.
Audiodescrição da imagem
É recomendável apresentar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, todo recurso visual, como figura, gráfico e vídeo, com uso de linguagem descritiva e termos precisos, acompanhado de audiodescrição, para garantir compreensão com autonomia.
Consistência do recurso
É recomendável disponibilizar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, todo conteúdo didático com clareza, coerência e coesão, de linguagem, formato e estrutura, entre diferentes informações e recursos, para garantir acesso e compreensão com autonomia.
Estimulação multissensorial
É recomendável proporcionar a todo(a) estudante, inclusive aquele(a) com deficiência visual, experiências de aprendizagem variadas, com recursos que estimulem, além da visão, a audição, tato, olfato e paladar, para relação alternativa com o conteúdo e relação alternativa entre teoria e prática com autonomia.